Porque lembrar é preciso...

Porque lembrar é preciso...
"Partire è un pó morire", dice l’adagio, ma è meglio partire che morire, aggiunge Carrara. ("Partir é morrer um pouco", diz o adágio, mas é melhor partir do que morrer, retruca Carrara.)

terça-feira, 18 de maio de 2010

"Benditas sejam as mãos que tecem os fios da vida"


Essas linhas são de um poema de Alencar Medeiros. Penso que as palavras combinam bem com as mãos da minha bisavó Sophia Passoni. Não, eu nunca vi as mãos da minha bisavó, a não ser em fotos. Mas eu sei que elas deslizaram inúmeras vezes nesta máquina de costura, indo e voltando na dança do coser, sua cabeça (já branca talvez) se debruçando sobre os tecidos que depois vestiriam sua família.
Segundo a história, a máquina de costura começou a ser comercializada a partir de 1830 na França. Minha bisavó Sophia provavelmente nunca soube disso, mas entendia muito bem de pedalar a sua Dietrich Vesta, de fabricação alemã, da empresa L.O.Dietrich & Co. Fundada em 1871, produziu máquinas de costura até a Segunda Guerra Mundial, quando foi transformada em fábrica de armas. A bisa vestia a família costurando nesta relíquia, que, felizmente, conseguiu ser resgatada e hoje mora na casa da Dulce.
Será que alguém tem uma peça costurada por ela??

3 comentários:

  1. Delma com certeza a minha mãe deve saber , vou perguntar e se ela souber ou tiver uma peça prometo que vou tirar uma foto pra voce colocar no seu blog viu

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  2. Mia bisnonna tinha uma máquina antiga assim, mas não devia ser da mesma marca e tal, bem velhinha... Ela guardava não sei pra que, já que não costurava mais. Catharina Pulli (1906-1995), uma mulher super-alegre e simpática que eu nunca vou esquecer! E que adorava café ;)

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  3. Érika, que bom que vc anda por aqui, no meio das nossas histórias... compartilhe sempre... beijos

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