Porque lembrar é preciso...

Porque lembrar é preciso...
"Partire è un pó morire", dice l’adagio, ma è meglio partire che morire, aggiunge Carrara. ("Partir é morrer um pouco", diz o adágio, mas é melhor partir do que morrer, retruca Carrara.)

terça-feira, 18 de maio de 2010

Cruzando o Atlântico (texto de Francisco Braido)

"Trentasei giorni di macchina e vapore, e nella Merica noi siamo arrivá" (canção do folclore italiano)

O vapor San Gottardo foi construído por G. Ansaldo & Co, Sampierdarena em 1884 para Dufour & Bruzzo, Gênova. Ele tinha 2.532 toneladas, dois mastros e fazia uma velocidade de 10 nós. Havia acomodação para 30 passageiros de 1ª classe e 1.290 passageiros de 3ª classe. Lançado em maio de 1884, deixou Gênova rumo ao Brasil e à Argentina no mesmo mês. Entre os numerosos ocupantes da 3ª classe estavam integrantes da família Braido, que desembarcaram nos portos de Santos e Rio de Janeiro.
Uma viagem de navio naquela época era uma empreitada dura. As condições dos navios eram precárias, o calor, o excesso de passageiros e as condições de higiene favoreciam o aumento de doenças. Aos emigrantes era destinada a cuccetta - espaço muito estreito - uma espécie de dormitório coletivo. Nele havia beliches com colchões de crina, travesseiros e cobertores de lã, que muitas vezes tinha parasitas e piolhos. Mas nem tudo era sofrimento. Festas e jogos animavam os passageiros e os ajudavam a suportar as dificuldades. Assim, depois de 20 a 30 dias de viagem, chegavam ao Brasil, onde se iniciava outra viagem, dessa vez rumo ao futuro incerto das cidades e fazendas.

4 comentários:

  1. Eu fico imaginando, a viagem era muito dificil mas, o propósito da viagem era maior. Era isso que fazia com que eles aguentassem firmes. E eles ainda conseguiam transformar isso tudo em festa. Esse povo é muito especial. Eles não tinham certeza de nada mas no fundo acreditavam. Acreditavam que conseguiriam. E conseguiram. Tiro o chapéu pra esse povo.

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  2. é isso mesmo Leila. Eles eram persistentes.. tomara que tenhamos herdado um pouco dessa resistência....

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  3. gostaria muito de encontrar meus descendentes.
    vieram nesse navio em 1897.
    olha que a busca é árdua viu.
    parabens pelo blog

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  4. Isso de ser persistentes na Italia se chama GRINTA ed i nostri antenati lo avevano da buttare via!!!

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